Falar de amor
Falar do último amor é sempre um gemido Ficou estigmatizado e jamais esquecido Tudo o que desse amor ficou destruído Na lonjura de um horizonte perdido
Mexer em cinzas que não estão apagadas Que foi braseiro ardente que ainda crepita Clamando sufocadas essa morte arrojada Ruínas e afeições que foram queridas
Um último amor é folha marcada Nas páginas da vida sempre prevenidas Fecha-se uma história mas fica inacabada E abrem-se novos espaços para serem inscritas
Últimos amores são flores que vão debilitando Falta-lhes a subsistência para se ampararem Primaveras vitoriosas foram-se desfolhando nas tardes sombrias inundadas de saudade De tta 19~01~10 |
Tetita |
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Publicado em 25/01/2010 às 10h48