Tetita

Janelas da minha alma

Textos


Falar de amor


Falar do último amor é sempre um gemido
Ficou estigmatizado e jamais esquecido
Tudo o que desse amor ficou destruído
Na lonjura de um horizonte perdido

Mexer em cinzas que não estão apagadas
Que foi braseiro ardente que ainda crepita
Clamando sufocadas essa morte arrojada
Ruínas e afeições que foram queridas

Um último amor é folha marcada
Nas páginas da vida sempre prevenidas
Fecha-se uma história mas fica inacabada
E abrem-se novos espaços para serem inscritas

Últimos amores são flores que vão debilitando
Falta-lhes a subsistência para se ampararem
Primaveras vitoriosas foram-se desfolhando
nas tardes sombrias inundadas de saudade
De tta
19~01~10

Tetita

Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Publicado em 25/01/2010 às 10h48


Comentários

Crie o seu próprio Site do Escritor no Recanto das Letras