Tetita

Janelas da minha alma

Diário
27/09/2009 15h34
Mensagem de agradecimento
Meus queridos leitores que me acarinham  com as suas palavras de incentivo lendo a minha poesia e alguns textos que me dão prazer subscrever .
Bem queria responder a todos pesoalmente mas é impossivel faço agora um exercicio comedido de estar pouco tempo ao computador pois tenho a visão enfraquecida. 
Leio e releio com subido prazer os vossos comentários e muito me ajudam a melhorar a minha poesia.Faço-o por mim e por todos os amantes da poesia.
Eu sou pequenina neste mundo imenso de grandes poetas e poetizas.Estou quase a fazer os mil poemas aqui nesta escrivaninha agora já é tempo de dar a lêr a conhecedores e fazer uma publicação.Dedico-a a todos os que me têm vindo a embalar e a estimular. Àqueles que não respondo faço-o aqui agora neste momento e carinhosamente vos envio um grande abraço. Tenho lido muitos dos vossos poemas e digo que são maravilhosos.Parabéns.


Do meu poeta preferido um poema que vos dedico

Aqui estive eu com os meus pensamentos
gastando o tempo e a vida: os quais
tão alto me subiam nas asas,
que caía( e vede  se seria leve o salto)
de sonhados e vãos contentamentos
em desesperação de vêr um dia.
de alegria Aqui o imaginar se convertia
num súbito chorar e nuns suspiros
que rompem os ares
Aqui minha alma cativa
chagada toda em carne viva
de dores e pesares
desamparada e descoberta pela  soberba Fortuna;
soberba inexorável e importuna
mas a tarde tornou-se linda e piedosa
pelas palavras angélicas que vivi
dando-me um pouco de si
tornando minha mente pressurosa
e logo se juntaram as esperanças
tornada ainda que tarde piedosa.

de Luis de Camões

Publicado por Tetita em 27/09/2009 às 15h34
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17/06/2009 18h39
Mulher no palco da vida

de Lya Luft

Nada entendo de signos:
se digo flor é flor, se digo àgua
é àgua.
( Mas pode ser disfarce de um segredo.)
Se não podem sentir, não torçam
a àrvore-de-coral do meu silêncio:
deixem que eu represente meu papel.

Não me queiram prender como a um inseto
no alfinete da interpretação:
se não me podem amar, me esqueçam.
Sou uma mulher sozinha num palco,
e já me pesa demais todo esse ofício.
Basta que a torturada vida das palavras
deite seu fogo ou mel na folha quieta,
num texto qualquer com o meu nome embaixo.

Em Mulher no Palco

Publicado por Tetita em 17/06/2009 às 18h39
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15/06/2009 17h34
Abatimento

Tenho vindo pouco ao meu diário, deveria fazê-lo diáriamente ou pelo menos mais vezes  do que tenho feito até agora.
Vou-me dispersando pelos vários tópicos do meu recanto e dedico mais tempo à escrivaninha.
Hoje passei um olhar poelos meus poemas mais antigos e gostei muito deste que aqui deixo postado.
Por vezes apetece-me relêr os textos antigos e quantas alterações au faço.
Hoje sinto-me abatida é um tempo de recordações tristes choro num dia tão bonito o dia de Sto António 13 de junho o assassinato de meu pai por isso um dia marcado e este poema veio sem querer ao meu encontro.
Espero que gostem como eu gostei .
Um abraço amigo a todos os meus amigos poetas leitores e todos os que me dão a alegria da sua presença na minha escrivaninha com os seus comentários.
Bem hajam
tetita




Abatimento

Meu poetar se abate.
Meus versos não sabem dizer.
da grandiosidade do poder soberano do criador,
que ao homem não é permitido imitar.
Pois grande é a sabedoria do altíssimo, Senhor do universo.
Meus poemas são frangalhos de convicções e perplexidades.
Reclusos dentro de mim, indecisos a se mostrarem.
Poemas de anuências e de recusas.
Frestas de luz do meu assombro.
Que contemplam a obra do criador.
Grande é o oceano da sua sabedoria.
Bastão do seu poder infinito.
Senhor da terra e do mar. 
Do dia e da noite. Das estrelas. Do luar. Do sol
Da mãe natureza bela e assombrosa
Sublime criador da vida
Que entre a noite e o dia, escuta murmúrios e segredos
do homem ,que sucumbe, que clama, destrói, dilacera
crenças e trilhos, defrontando-se inutilmente
com a força criadora, que completou o paraíso,
prestes a detonar na mãos do transgressor.
De tta
03-05-08
9.57

Publicado por Tetita em 15/06/2009 às 17h34
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20/02/2009 09h23
saudações amigas

Meus queridos leitores venho aqui mais uma vez e todas as que forem necessárias especialmente para agradecer a todos que me estimulam com os vossos comentários,agradeço do coração pois quando escrevo é a minha alma que me vem ditar .
Qquantas vezes escrevo e não leio só o faço passados tempos por vezes não gosto mudo algumas palavras ou até apago o texto se não houver comentários pois respeito quem me lê.
Divido-me muito por várias tarefas pertenço a organizações de defesa da vida dos direitos humanos e da defesa dos animais  também escrevo noutros locais da net ou fora  mas digo-vos ainda sei tão pouco de informática é um mundo tão vasto que até me mete medo.
Reparem hoje consegui  colocar música aqui no site  mas com tempo gostava de ilustrar alguns poemas com voz eu gosto de falar.
Por agora despeço-me beijinhos a todos os meus queridos amigos da net e os que convivem mais de perto comigo  esta Lusa que o Brasil abriu as portas para a sua escrita.

-02-20-09
Té ou tétita.


Publicado por Tetita em 20/02/2009 às 09h23
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30/06/2008 05h50
lêr Cecília Meireles

Canção

 

 

Cecília Meireles

 

 


Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar


Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.


O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...


Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.


Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.






Hoje procurei Cecilia Meireles. Gosto do lirismo desta grande poetisa.
Encontro-me nela nas minhas indecisões, nas respostas que tenho para dar á vida e não sei dar.Desvenda-me caminhos e soluções,  dá-me guarida, despe-me o negrume e enfeita-me de flores colhidas em prados coloridos.Nem a agúa tão fresca e tão pura que no interior da terra brota virgem de atropelos e alegra os fontanários onde ávidos se encontram quem dela precisa de se saciar encontra o lenitivo que a poesia de Cecilia nos oferece

Bom dia boa semana com muito amor e alegria
tetita


Publicado por Tetita em 30/06/2008 às 05h50
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